Boneca Momo


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Em abril de 2017 estavam em evidência a série “13 Reasons Why” (da Netflix), que está no momento num tipo “continuação” ou “2ª temporada” e o jogo Baleia Azul (Blue Whale). Ambos provocaram bastantes discussões entre psicólogos, sociólogos e profissionais da área pedagógica em geral e tomaram espaço nas redes sociais e jornais no Brasil e no mundo. À época, profissionais da pedagogia e da psicologia alertaram sobre a maneira como o seriado e o jogo em destaque podiam vir a incentivar padrões negativos de comportamento, entre eles o suicídio, principalmente entre os jovens que precisavam de mais atenção e amparos psíquicos.

Agora, em setembro de 2018, estamos às voltas com outro assunto. Trata-se de um perfil de WhatsApp chamado Momo, uma criatura de imagem extremamente desagradável, a qual, quando se envia uma mensagem pelo celular, responde com imagens violentas e agressivas. Por enquanto, ainda há muitos relatos soltos e poucas confirmações. Há quem diga que a conta esteja sendo usada por pessoas mal-intencionadas para roubar dados pessoais de usuários, ou incentivá-los a baixar aplicativos maliciosos. O fenômeno está levantando dúvidas em todo mundo. Por aqui, há depoimentos de pessoas que interagiram com alguns dos números que têm a foto da Momo. Supostamente esses perfis colocam os usuários em desafios, que lembram a história do jogo Baleia Azul. Ocorreu o registro do suicídio de um jovem em Tucumã-PA e de uma garota de 17 anos em São Paulo-SP, mas sem confirmação segura da informação.

O melhor é sempre se prevenir. Jogos como esses podem ser muito perigosos. Os perigos de aliciamento dos nossos jovens sempre existiram. O “não aceite doces de estranhos” é, numa adaptação moderna, o mesmo que “não aceite a solicitação de amizade de qualquer pessoa” ou “não atenda a qualquer chamado no seu aplicativo de mensagens”. A grande questão é que não podemos negligenciar a educação das nossas crianças em troca de ganhar alguns minutos a mais de silêncio e sossego que o smartphone e o tablet podem nos trazer quando estão nas mãos delas. Entregar esses dispositivos móveis nas mãos de crianças sem supervisão e acompanhamento é muito arriscado.

Algumas posturas recomendadas aos pais:

- Falar com os filhos sobre a existência desses tipos de armadilhas e jogos com essas intenções.

- Orientar os filhos a não adicionarem estranhos nas redes sociais nem responderem a desconhecidos no aplicativos de mensagens.

- Acompanhar e fiscalizar o uso das redes sociais através de smartphones e tablets compartilhando senhas

- Reduzir o uso da internet para determinados horários. O uso de aparelhos eletrônicos perto da hora de dormir adia a chegada do sono por conta da emissão de luz azul que inibe a produção de melatonina.

- Reduzir o uso da internet para determinados horários. O uso de aparelhos eletrônicos perto da hora de dormir adia a chegada do sono por conta da emissão de luz azul que inibe a produção de melatonina.

- Participar dos espaços virtuais e monitorar o que o filho faz.

- Observar e fiscalizar que sequência (playlist) o aplicativo está sugerindo de vídeos, músicas etc.

- Prestar sempre muita atenção em qualquer mudança radical no comportamento da criança e do adolescente.

- Conversar com os filhos sempre que notar algum desconforto emocional neles.

A ideia de que, no avançar da idade dos nossos filhos, eles irão precisar menos de nós é equivocada. Pensar que participar de forma efetiva da vida deles é inadequada e invasiva é se abster e se destituir da missão de autoridade e de responsabilidade que lhe foi constituída pela sociedade